• "Brasil":
  • 18.3.14

    BLABLABLÁS: Bancadas religiosas: Quando o pior é possível!

    O casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma questão de direitos humanos e direitos civis, ponto. Ou somos todos iguais ou não somos. Entretanto, as bancadas religiosas do Congresso nacional fazem todo o possível para nos fazer acreditar que existe um "meio-termo" de igualdade. Assim, essa horda de desqualificados políticos e pseudo-detentores da moral e dos bons costumes alheios, continua sua saga obscurantista e fundamentalista, já que, a única coisa que pretendem é obrigar toda a sociedade a viver segundo seus dogmas, crenças e regras. Aliás, regras essas que eles mesmos não seguem. Mas isso nem chega a ser uma novidade, afinal de contas, fundamentalistas têm horror às diferenças, temem a liberdade e parecem não compreender o mundo lá fora.


    A imposição de uma fé como oficial e a consequente exclusão das outras (inclusive com perseguições declaradas) deixou seu rastro perverso no passado. No presente, muitos conflitos continuam sendo alimentados a partir de convicções ou sob a justificativa de crença. Mas, um Estado Democrático de Direito não pode permitir que se perpetue em seu seio uma voz exclusiva da moral de qualquer religião, pelo menos não em um país que se diz LAICO.

    Então como explicar a luta ferrenha e constante desses setores religiosos na negação dos direitos civis (principalmente o casamento igualitário) dos cidadãos LGBT's? Não vemos tanto empenho em questões como o trabalho escravo, o trabalho infantil, a exploração sexual de crianças e adolescentes, a falta de infraestrutura na educação e saúde, a falta de saneamento básico em TODOS os Municípios brasileiros, o caos do transporte público etc. A sensação que fica é de que, a única coisa importante para a trupe dos farsantes da fé, é se certificar de que os homossexuais jamais conquistem o direito ao casamento civil e, consequentemente, tenham assegurados os seus direitos como qualquer outro cidadão. Aliás, esses cidadãos, que veem diariamente seus direitos sendo vilipendiados, pagam seus impostos e, já que têm os mesmos deveres, deveriam, teoricamente, gozar dos mesmos direitos.


    O discurso implícito é algo como: o mundo tal como existe, normal e regular, é um mundo de homens e mulheres heterossexuais, pontilhado por alguns que não o são, e em relação aos quais se deve promover um arremedo de "aceitação" e "tolerância", ou seja: aceitamos e toleramos que existam, qualquer coisa a partir dai já se constituí em um "privilégio". Tudo isso acontece sob o olhar pachorrento e complacente do Estado. Uma interiorizada e inconsciente(?) miopia típica de quem, mesmo sendo "laico", se situa, afinal de contas, na heteronormatividade. E por quê? Por causa da pressão do lobby católico/evangélico versão fundamentalista?


    Já vimos esse filme antes e sabemos muito bem qual é o trágico final. Num passado, não muito remoto, essas religiões impuseram um estado de terror e perseguição que agora se repete. A diferença fica apenas por conta dos personagens. Se antes também perseguiam índios, negros, mulheres e infiéis, agora o foco são os LGBT's. Exemplos é que não nos faltam. 


    O documento oficial "Dum Diversas" (publicado em 18 de Junho de 1452 pelo Papa Nicolau V), é um belo exemplo de como os religiosos "amavam" seus semelhantes. "[...] nós lhe concedemos, por estes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo, onde quer que estejam, como também seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades [...] e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão [...]."

    Lembrem-se que essas declarações pareciam bem razoáveis na época e, mesmo que a igreja tenha vindo a público pedir desculpas por essas barbaridades, hoje o Papa Bento XVI é capaz de dizer, sem o menor constrangimento, que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é capaz de ameaçar a paz mundial. "[...] as tentativas de casamento entre um homem e uma mulher [...] juridicamente equivalentes a formas radicalmente diferentes de união, são um atentado contra a verdade da pessoa humana e uma ferida grave infligida à justiça e à paz. [...] O casamento deve ser protegido e reconhecido como uma união entre um homem e uma mulher", considerando que os casamentos homossexuais "prejudicam" e "contribuem para a sua desestabilização [do casamento heterossexual] obscurecendo o seu caráter especial e o seu papel social insubstituível". Essas declarações, provavelmente, serão alvo de um novo pedido de desculpas no futuro. Repetindo assim o que já fizeram em relação aos julgamentos sumários, às conversões forçadas e às fogueiras nas quais eram queimados os acusados de heresia,  pelos abusos sexuais cometidos por padres pedófilos, pelos abusos cometidos contra os índios durante o período colonial, pela escravidão dos povos afro-descendentes (negros) que aqui sofreram massacre e desrespeito às suas culturas, pela campanha de depreciação contra o povo judeu e, de certa forma, pelo papel ambíguo da Santa Sé durante a perseguição nazista aos judeus, homossexuais, negros, ciganos, doentes mentais, deficientes motores, comunistas etc., na II Guerra Mundial, só para citar alguns exemplos.

    E por falar em nazismo, aqui temos um ótimo exemplo de até que ponto pode chegar o fanatismo  religioso. Esse trecho, retirado do Discurso no Reichstag, 1936, de Adolf Hitler, é bem revelador: "Por isso, estou convencido de que estou agindo como o agente do nosso Criador. Lutando contra os judeus, eu estou fazendo o trabalho do Senhor. [...] Eu acredito, hoje, que estou agindo em harmonia com o todo poderoso Criador. Exterminando os judeus, estou lutando pelo trabalho do Senhor". As palavras de Adolf Hitler ficaram gravadas na história. Ele fez o que fez porque acreditava que a fé era mais forte do que a razão, acreditava que a aceitação cega de um crença ou dogma tinha mais valor do que uma investigação baseada na razão e na lógica. Exatamente como ainda fazem hoje, outros fanáticos religiosos.


    "Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica 'entrar de pau' em cima desses caras, sabe? 'Baixar o porrete' em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha". (Pastor silas malafaia)

    Já imaginou uma bancada cristã publicando algo assim? Pois o que pretendem fazer hoje é exatamente o mesmo que já fizeram no passado, ou seja, a imposição de seus dogmas e crenças. Levando-se em conta, é claro, a ótica da perseguição e o controle perverso das liberdades, existem muitas semelhanças entre o que era dito no passado, e o que dizem hoje nossos congressistas.


    "Todos os dias da minha vida pregarei o que diz a Palavra, que a prática do ato íntimo entre dois homens ou duas mulheres é e continuará sendo pecado e ponto. Não discuto o que é pregado no púlpito fora do momento da pregação". "Me apavora chegar em Brasília toda terça-feira [...] e saber como o diabo está infiltrado no governo brasileiro. E não é só no governo brasileiro, é no governo do mundo. Satanás tem levantado homens e mulheres e a Igreja não tem se atinado a isso [...] satanás levantou seu ativismo neste país. Senhoras e senhores, existe um ativismo de satanás contra a santidade da família brasileira [...] Eu fui prestar agora um serviço à nação brasileira, levantei um plebiscito e precisava do apoiamento de 1/3 da casa [...] Queremos saber se a nação brasileira aprova a união de dois homens e de duas mulheres que estão aí à torto e a direito difamando aquilo que é sagrado e santo. Imaginem vocês -  a causa é boa, sim ou não?". "A AIDS é uma doença gay. A AIDS é uma doença que veio desse povo, mas se você falar, vai colocar eles numa situação constrangedora não vão conseguir verba". "Vamos agarrar o diabo pelos chifres e esfregar a cara dele no chão. É hora de se levantar". (Marcos Feliciano, pastor e deputado federal)


    "Estou me lixando para esse pessoal aí [do movimento gay]. O que esse pessoal tem a oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer para vocês que são jovens que, no dia em que vocês tiverem um filho, se for gay, é legal e vai ser o 'uhuhu' da família? Esse pessoal não tem nada a oferecer". (Deputado federal Jair Bolsonaro)


    "Não sou preconceituosa e não discrimino. Só que eu tenho que ter o direito de não querer um homossexual como meu empregado, eventualmente". "Digamos que eu tenha duas meninas em casa e a minha babá é lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso". (Deputada estadual Myrian Rios)


    "o projeto é um protesto contra os privilégios dados aos gays" (Vereador Carlos Apolinário ao aprovar a criação do Dia do Orgulho Heterossexual).


    Enfim, a pergunta que fica é: Como o reconhecimento legal de um relacionamento amoroso de uma pessoa, que está comprometida com um parceiro do mesmo sexo, pode, de alguma forma, diminuir, comprometer ou ameaçar o casamento de outras pessoas de sexo diferente? 



    TEXTO DE Julio Marinho
    Fonte: Gay1/Nossos Tons









     

    16.3.14

    BLABLABLÁS: Trecho do documentário "Out There" de Stephen Fry sobre a busca pelo retrocesso social no Brasil por fundamentalistas religiosos através do poder por deputados e senadores, como Jair Bolsonaro do PR enquanto crimes como o assassinato do jovem Alexandre Ivo e de outras milhares de pessoas brasileiras levados por LGBTFOBIA podem ser evitados com leis específicas que visem a inclusão e mais educação e cultura para a população. Além de muitas outras demandas da Nação!

    Enquanto o Brasil precisa avançar socialmente, políticos como este do PR, ou do PP e deputados pastores do PSC tentam se não barrar este avanço, retroceder! É o que todos vimos em 2013. É o poder para segregar, discriminar.
    Ainda bem que outras pessoas além de nós também veem e discordam deste tipo de postura execrável. Devemos criminalizar a #LGBTFOBIA de modo a evitar estes crimes gratuitos e de ódio - além de dar mais educação à população! Algo que um deputado eleito como o Jair Bolsonaro do PR deveria se pautar mais do que na  campanha do ódio - na Educação.






    18.2.14

    MÚSICA: O amado disco de 79 da ANGELA RO RO ♥



    00:00 Cheirando a Amor
    02:41 Gota de Sangue
    05:06 Tola Foi Você
    07:43 Não Há Cabeça
    11:34 Amor, Meu Grande Amor , de Angela Ro Ro e Ana Terra
    14:50 Me Acalmo Danando
    18:06 Agito e Uso
    20:42 Mares da Espanha
    23:58 Minha Mãezinha
    26:24 Balada da Arrasada
    29:11 A Mim e a Mais Ninguém, de Angela Ro Ro e Sérgio Bandeyra
    32:17 Abre o Coração


    MÚSICA: A CÁSSIA TÁ AQUI Ó ♥



    1- O Segundo Sol 00:00
    2- Mapa do Meu Nada 04:12
    3- Gatas Extraordinárias 08:49
     4- Um Branco, Um Xis, Um Zero 12:22
    5- Meu Mundo Ficaria Completo (Com Você) 15:57
    6- Palavras ao Vento 20:06
    7- Aprendiz de Feiticeiro 23:39
    8- Pedra Gigante 26:43
    9- Infernal 30:02
    10- Maluca 33:20
    11- As Coisas Tão Mais Lindas 36:15
    12- Esse Filme Eu Já Vi 39:55

    Disco "Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo"
    de 1999 da nossa mara Cássia Eller.








    11.2.14

    DANÇA: Um luxo a liberdade que dá ver DZI CROQUETTES



    Direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez (Brasil, 2009).




    7.12.13

    Homofobia agora é crime em Pernambuco


    Foi publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco dessa quarta-feira (27-11-2013), o Decreto nº 39.542, de 25 de junho deste ano, que regulamenta a Lei nº 12.876, de 15 de setembro de 2005, dispondo sobre a violência contra homossexuais em Pernambuco. A partir de então, casos de violências e discriminações contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, especialmente as motivadas por homofobia, serão considerados crime. A portaria foi assinada de forma conjunta entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH), Secretaria de Defesa Social (SDS) e Secretaria de Assessoria do Governador. O Brasil possui um Projeto de Lei Complementar (PLC) – 122 que tipifica o crime de homofobia. Entretanto, ainda não é colocado como tipo penal, o que torna Pernambuco pioneiro com a iniciativa. "Fico feliz ao ver efetivada mais uma iniciativa do Governo do Estado que visa o respeito à vida, à pluralidade e à diversidade, mostrando que é possível combater qualquer tipo de preconceito e garantir a segurança de todos os pernambucanos”, ressaltou a Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Laura Gomes. Tal resolução surge devido a necessidade de disciplinar, conjuntamente, o conceito de homofobia a ser aplicado na sistematização e mensuração de dados oficiais de crimes ou violações de direitos da população LGBT. Afora a constante situação de vulnerabilidade vivenciada pelo segmento. Ainda de acordo com a secretária Laura Gomes, o respeito as diferenças é um dos pilares para a redução da violência. “Esse é um compromisso de vida que tenho, compromisso não só como agente pública, mas principalmente como uma cidadã que acredita na igualdade e entende que a violência só se reduz quando se respeita as diferenças", completou. Ficou definido no âmbito das políticas públicas estaduais destas Secretarias, a homofobia como violência praticada em virtude da orientação afetivo-sexual e/ou identidade de gênero da população LGBT. Pode ser direta, causada pelo ódio, ou indireta, quando há contexto favorável ao seu cometimento ou impunidade. Para o Centro Estadual de Combate à Homofobia – CECH, programa vinculado à Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos – SEJUDH / SEDSDH, responsável pela coleta de dados e reflexões acerca dos números de homicídios LGBT que subsidiaram a portaria assinada, essa nova medida irá contribuir para uma melhor compreensão dos agentes públicos de segurança para os casos de violência contra homoxessuais. “A violência contra LGBT motivada pelo preconceito e discrimimnação tem características próprias que merecem atenção especial dos profissionais e gestores de segurança pública”, afirmou o coordenador do CECH, Rhemo Guedes. Rhemo disse ainda que o trabalho com profissionais da segurança pública se deu ao longo de 2013 através das Semanas de Direitos Humanos, onde as atividades eram realizadas nos batalhões da PM que representavam cada região do Estado. “Visitamos 12 municípios com ações in loco e indiretamente outros 40, o que totalizou 288 profissionais alcançados. Mata-se por ser homossexual e ainda com requintes de crueldade. As polícias militar e civil precisam estar preparadas para previnir e reparar os casos de homofobia em Pernambuco”, completou.
    fonte: http://www.pe.gov.br/blog/2013/11/29/homofobia-agora-e-crime-em-pernambuco/

    27.11.13

    documentário de 88 "Hunting Season / Temporada de caça" de Rita Moreira!

    A persiguição aos homossexuais no Brasil nos anos 80 e a burrice disseminada pelos jornais e TV documentada






    22.11.13

    NOTA OFICIAL DE INDIGNACAO DA ABGLT - PLC 122/2006

    Nota Oficial de Indignação da ABGLT contra a postura dos fundamentalistas na reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado no dia 20/11/2013

    "O que me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." Martin Luther King.


    A forma como um restrito grupo de fundamentalistas no Congresso Nacional está reagindo ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que apenas acrescenta orientação sexual e identidade de gênero como motivos de discriminação e que visa simplesmente combater o ódio, a intolerância e a violência dos quais a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) tem sido vítima no Brasil é de uma extrema insensibilidade.

    O Projeto diz “Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:

    “Define e pune os crimes de ódio e intolerância resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou condição de pessoa idosa ou com deficiência.”

    Esse mesmo grupo de parlamentares fundamentalistas deve ser responsabilizado pelas mortes, pela violência e pelas discriminações que fazem vítimas de milhares de brasileiras e brasileiros todos os anos.

    Para citar apenas dados oficiais contidos nos Relatórios Sobre a Violência Homofóbica no Brasil, elaborados pelo governo federal, o Relatório de 2011 registrou 6.809 violações contra a população LGBT nos seguintes serviços apenas naquele ano: Disque Direitos Humanos (Disque 100), Ligue 180, Disque Saúde e a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde, mais 278 assassinatos identificados por meio do monitoramento dos meios de comunicação. Segundo o Relatório de 2012, foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia no Brasil. A cada dia 13,29 pessoas foram vítimas de violências homofóbicas reportadas no país. Houve 9.982 denúncias de violações dos direitos humanos de pessoas LGBT, um aumento de 46,6% em comparação com 2011. Também foram identificados 310 assassinatos..

    Houve, entre os parlamentares fundamentalistas, quem afirmou hoje que a aprovação do PLC 122/2006 seria um incentivo à pedofilia. A Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde, item F65.4, define a pedofilia como “Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, de meninas ou de ambos, geralmente pré-púberes”. Fazer afirmações que vinculam a pedofilia à homossexualidade é mais um exemplo de como os fundamentalistas semeiam o ódio contra as pessoas LGBT por meio de inverdades.

    O que transparece na atuação dos fundamentalistas no Congresso Nacional é que obstruem, fazem manobras e impedem a aprovação do PLC 122/2006 porque veem nele uma ameaça à sua própria prática de segregação discriminatória e difamatória das pessoas LGBT.

    Neste sentido, a ABGLT vem pedir àqueles parlamentares do Congresso Nacional que hoje se ausentaram do processo de votação, que se posicionem, votando favorável ou contrário ao combate à violência e à discriminação. Chega de hipocrisia. Nós não podemos aguardar mais. O projeto de lei em questão tramita há 12 anos – neste período de inércia e omissão por parte do Congresso Nacional, estimadas 4055 pessoas LGBT foram assassinadas no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia, e segundo os Relatórios de 2011 e 2012 acima citados, apenas por serem LGBT, e os perpetradores destes crimes na sua maioria gozam da impunidade. Parlamentares que se colocam como defensores/as dos direitos humanos e da igualdade preconizada pela Constituição Federal não podem se esquivar de sua obrigação de votar a matéria – não é aceitável que se ausentem das votações. Se não querem representar na hora que for preciso parte da população que os elegeu, é melhor que se renunciem de seus mandatos. A cidadania plena e os direitos humanos não são objetos de barganha em negociações políticas e tampouco algo que se deixe de lado quando convém, por medo de perder votos nas próximas eleições. Todos somos cidadãos com direitos iguais, inclusive o direito de sermos representados inequivocamente nas instâncias legislativas.

    Este povo fundamentalista não quer diálogo, este povo quer transformar o Brasil em uma ditadura fundamentalista que faz acepção a quem não siga seus dogmas. Este povo perdeu os valores: semeia o ódio contra a população LGBT. Basta ver conteúdos de determinados programas de televisão apresentados por pastores fundamentalistas, sem falar da vergonhosa Comissão da Câmara dos Deputados que não é digna do nome de Direitos Humanos e Cidadania.

    Agora até querem interferir na atuação do Supremo Tribunal Federal, como é o caso da PEC 99/2011, que permitiria que as associações religiosas tivessem a capacidade para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos. Uma proposição dessa natureza é um acinte à cidadania, uma ameaça à essência da democracia.

    Este povo não entende o significado de democracia, apenas quer impor a teocracia.

    Este povo dissemina inverdades para mobilizar seus fiéis contra a população LGBT. Este povo se utiliza do nome de Deus para iludir e enganar seguidores ingênuos para se enriquecer ilicitamente. Este sim é o mal maior por trás da fachada da falsa cruzada dessas pessoas que pregam o fundamentalismo. Transparência já nas contas das igrejas no Brasil, qualquer seja sua denominação!

    Está na hora de aprovar no Brasil legislação que desincompatibilize o exercício concomitante de pastor e parlamentar, como já ocorre no México, por exemplo, pelo evidente fato do conflito de interesses entre as convicções religiosas e a laicidade do estado que deveria caracterizar a atuação de quem legisla em nome dele.

    Acorde Brasil! Veja o paralelo entre o avanço do fundamentalismo no Brasil e o surgimento do fascismo no século passado, que culminou nas atrocidades da 2ª Guerra Mundial e no genocídio das populações perseguidas pelos fascistas (inclusive a população LGBT). Nas palavras do Frei Beto “a postura do movimento político no meio evangélico fundamentalista é comparável com o surgimento dos regimes nazista e fascista na Europa do século XX”

    Carlos Magno
    Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT


    fonte <<

    Comissão de Feliciano (PSC) aprova mais projetos contrários à causa LGBT

    A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados continua trazendo à votação projetos contrário à luta LGBT. Depois de aprovar o projeto que autoriza a “cura gay”, a  comissão liderada por Marco Feliciano (PSC-SP) aprovou dois projetos de lei que ferem os princípios de igualdade entre heterossexuais e homossexuais e rejeitou um que garantia direitos. Em nota oficial, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT) repudiou as decisões: “Este povo [CDHM] não entende o significado de democracia, apenas quer impor a teocracia”.
    Um dos projetos propõe um plebiscito com a pergunta “Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?”. A proposta é do deputado André Zacharow (PMDB-PR**), e pretende colocar a votação na data do primeiro turno das próximas eleições. Em seguida, a comissão aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 871/2013, do deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ**). A proposta contesta a Resolução nº 175, do CNJ, que proíbe a recusa da realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
    Já a proposta rejeitada era de autoria do deputado Maurício Rands (PT-PE), e garantia igualdade jurídica aos homossexuais na declaração como dependentes, para fins previdenciários, de seus companheiros.
    As propostas devem seguir tramitando na Câmara, mas para o secretário da ABGLT e atual Diretor Executivo do Grupo Dignidade, Toni Reis, elas não deverão ser aprovadas. “Não vai ter retrocesso. Esse é um compromisso da presidenta Dilma Rousseff, e no governo dela não haverá retrocesso”, afirmou.
    Reis está seguro de que o direito à união civil homoafetiva, aprovado pelo CNJ e STF, não será derrubado pela proposta do deputado Arolde de Oliveira. “O casamento homoafetivo foi conquistado com o Judiciário, o Executivo e com a maioria Legislativa, e essa minoria Legislativa é muito barulhenta, mas eles não têm poder para modificar nada.”
    O secretário da ABGLT também desacredita que o projeto de realização de um plebiscito sobre o casamento entre homossexuais siga adiante: “Isso não vai passar. Direitos Humanos você não pergunta, você respeita. Não vai passar nas comissões, não vai passar na Câmara, e se passar será vetado”.
    As propostas contrárias à luta LGBT foram aprovadas no Dia da Consciência Negra, o que gerou uma série de críticas à CDHM. “No dia da Consciência Negra, o presidente da CDHM não fez qualquer menção à data e aprovou em meia hora (!) 3 projetos contra LGBTs”, disse o deputado Jean Wyllys (PSOL), em seu Twitter.
    Para Reis, “além de não promoverem os direitos humanos, eles são contra. São fundamentalistas e essa gestão comanda através do ódio, e não do respeito”.
    “O que transparece na atuação dos fundamentalistas no Congresso Nacional é que obstruem, fazem manobras e impedem a aprovação do PLC 122/2006 porque veem nele uma ameaça à sua própria prática de segregação discriminatória e difamatória das pessoas LGBT”, reforçou a nota da ABGLT.

    texto de Isadora Otoni
    fonte <<

    14.10.13

    Pauladas de amor livre, bombas de homoafetividade, quebra da homofobia!

    MANIFESTO PINK BLOC
    O PINK BLOC não é um grupo deliberadamente hostil. Nossa luta é contra o patriarcado, o machismo, a homofobia, a transfobia e as organizações opressoras da felicidade humana. O PINK BLOC é organizado de forma horizontal, descentralizada, vertical, de frente e de costas. Não temos líderes e não somos necessariamente monogâmicos. Por acreditarmos que o amor é um sentimento anárquico por natureza, resolvemos radicalizar. Se você vive alguma forma de amor não-tradicional, é um PINK BLOC em potencial. Declaramos inimigos quaisquer meios de repressão e/ou opressão, sejam essas de caráter físico ou psicológico. Eles, mais do que ninguém, precisam do choque de amor. A corporação policial do RJ tem, por meio de suas ações, um papel opressor e repressor. Repudiamos qualquer tipo de violência, apesar de acharmos que seus bumbuns ficam lindos naqueles uniformes. Ações diretas do PINK BLOC:­ - Glittervandalismo em símbolos do patriarcado - Choque de amor anti-machismo - Barricada laica contra igrejas que tentam avançar no cenário político - Atos de felicidade explícita­ O PINK BLOC é uma manifestação de cunho político, que pretende trazer as pautas políticas para a festa LGBT e vice-versa. JUNTE-SE AO PINK BLOC! TRAGA GLITTER e AMOR LIVRE!

    4.8.13

    Jaloo ao vivo na Mostra Terruá 2013










    Jaloo é um jovem dj e produtor de Tecnobrega do Pará
    O Terruá Pará é um projeto de difusão e circulação da música paraense, realizado pelo Governo do Estado, que leva, desde 2006, sons, ritmos e artistas do Estado do Pará para todo o Brasil.

    24.6.13

    Não é por ser crente e sim por barrar avanços! 

    Fora PSC e Pastor Marco Feliciano!






    Assista!


























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    Desde 2008

    plano de fundo: "Emancipação" de Elisa Riemer

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