• "feminismo":
  • 23.8.12

    em solidariedade: pussy riot


    Três das garotas do grupo punk-feminista russo pussy riot foram presas e recentemente condenadas a 2 anos de prisão por terem feito uma pacífica reza contra o então candidato à presidência Vladimir Putin na Igreja Ortodoxa de Cristo-Salvador, em Moscou, no dia 21 de fevereiro deste ano. No refrão, elas cantavam: "Virgem Maria / torne-se feminista / Virgem Maria / mande Putin para longe". Mas a Virgem Maria não é feminista: no mês seguinte, Putin venceu pela terceira vez as eleições para presidente, sob acusações de corrupção eleitoral e de cerceamento dos meios de comunicação. Ao final deste seu mandato, ele terá permanecido 19 anos no poder, porque ainda aprovou um aumento do mandato presidencial de 4 para 6 anos.

    O fundamento da condenação às garotas foi suposta prática de vandalismo motivado por ódio religioso. A juíza da corte russa impediu que as 13 testemunhas da banda fossem ouvidas. Ela se limitou a escutar apenas 3, enquanto permitiu que a promotoria chamasse ao processo todas as testemunhas que quis, inclusive Vladimir Putin e o padre da igreja em questão. A juíza também ignorou as alegações de maus-tratos e de falta de comida às garotas. 


    O grupo pussy riot é conhecido por assumir causas sociais, questionar medidas e posições do governo  autoritário de Putin e colocar em questão temas tabus para a ala conservadora da sociedade russa, como a igualdade de gêneros, a proibição de se falar sobre diversidade sexual ou a proibição das paradas do orgulho lgbt.


    depoimentos aqui:

    apoio:
    > freepussyriot.org

    26.3.12

    vídeo furioso de Andrea Dworking, uma das mais radicais feministas norte-americanas, tratando de pornografia (obs.: para ter legendas em português, clique em "cc" na parte inferior esquerda do vídeo).

    18.1.12

    IN MEMORIAM




    Gloria Evangelina Anzaldúa

    A escritora e teórica cultural Gloria Evangelina Anzaldúa, reconhecida internacionalmente, faleceu em 15 de maio [de 2004?], aos 61 anos, de complicações relacionadas a diabetes. Autora versátil, Anzaldúa publicou poesia, ensaios teóricos, contos, narrativas autobiográficas, entrevistas, livros infantis e antologias de vários gêneros. Como uma das primeiras autoras americanas de origem mexicana assumidamente lésbicas, Anzaldúa desempenhou um papel de grande relevância na redefinição de identidades chicanas, lésbicas e queer. Como editora ou co-editora de três antologias multiculturais, ela também desempenhou um papel vital no desenvolvimento de um movimento feminista de inclusão.

    Anzaldúa é mais conhecida como autora de Borderlands/La Frontera: The New Mestiza (San Francisco: Aunt Lute Books, 1987), uma coleção híbrida de poesia e prosa escolhida como um dos 100 Melhores Livros do Século pelo Hungry Mind Review e Utne Reader.

    As obras publicadas de Anzaldúa incluem, também, This Bridge Called My Back: Writings by Radical Women of Color (New York: Kitchen Table Press, 1981), uma coleção pioneira de ensaios e poemas amplamente reconhecida pelos estudiosos como o primeiro texto feminista multicultural (...) Anzaldúa recebeu inúmeros prêmios, inclusive o prêmio American Book da Fundação Before Columbus, o prêmio Lamda Lesbian Small Book Press, o Prêmio de Ficção NEA (National Endowment for the Arts), o prêmio Lesbian Rights, o prêmio Sappho com Distinção, e o prêmio Lifetime Achievement da Associação de Estudos Americanos.

    Nascida no Vale do Rio Grande, no sul do Texas, em 1942, Anzaldúa era a filha mais velha de Urbano e Amalia Anzaldúa. Recebeu seu diploma superior da Universidade Pan American, concluiu o mestrado na Universidade do Texas em Austin, e estava em vias de completar seu doutorado na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Anzaldúa deixa sua mãe, uma irmã e dois irmãos, além de sobrinhas/os, sobrinhas/os-netos e uma multidão de tias/os.

    (revista de estudos feministas, vol. 12, n. 1, florianópolis, jan./abr. 2004)

    baixe aqui uma parte de Borderlands/La frontera.

    28.5.11

    feminismo pornô punk


    O documentàrio Mutantes de Virginie Despentes é, ao mesmo tempo, uma obra de referência, um manifesto, um sintetizador de teses, uma crîtica profunda ao feminismo anti-sexo, um provocante registro do pôs-pornô. Em suma, um trabalho radicalmente inspirador.

    Eis aqui uma interessante apresentaçao do filme: "Nascido nos EUA nos anos 80, o feminismo prô-sexo, contrariamente ao feminismo abolicionista, afirma que a representaçao do corpo e dos prazeres sao domînios que devem ser tomados pelas mulheres e pelas minorias sexuais, que a pornografia nao deve se submeter ao controle do estado patriarcal e demanda a legalizaçao do trabalho sexual. Xs trabalhadorxs sexuais, as atrizes pornôs, xs strip-teasers, as lésbicas começaram a se exprimir e a construir un discurso sobre elas mesmas, produzindo uma nova cultura.



    Constituîdo de uma vintena de entrevistas realizadas nos Estados Unidos, na França e na Espagna, Mutantes dà a palavra às pioneiras, artistas e ativistas, que têm marcado a histôria do movimento prô-sexo e pôs-pornogrâfico, mas também a suas e seus herdeirxs" (Fonte: La Sulfateuse, l. trad.

    Esse filme, como o anterior de Virginie Despentes - "Baise-moi" (Foda-me) - tem levantado uma enorme polêmica na França e em outros paîses. Ver et crever: www.megaupload.com/?d=ALJ4VKUO

    Assista!


























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    Desde 2008

    plano de fundo: "Emancipação" de Elisa Riemer

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