• "cinema":
  • 5.4.14

    Assista aqui o filme lindo e mara TOMBOY de 2011






    Laurie (Zoé Héran) é uma menina que tem cerca de dez anos e mora com os pais e sua irmã caçula Jeanne. Laurie tem os cabelos curtos e gosta de se vestir como homem, mas quando a família é obrigada a mudar de cidade, Laurie é confundida com um menino por uma garota da vizinhança e assim para seus amigos passa a se chamar Mickael. As começam a ficar complicadas quando Lisa (a garota) se interessa por Laurie e ela passa então a viver uma dupla identidade.
    Filme francês de 2011 dirigido por Célline Sciamma (Lírios D'Água).
    Eu poderia ter escolhido outro filme para celebrar o dia de hoje, mas Tomboy me tocou tão profundamente que não tive como fugir. Aliás comecemos pelo significado de Tomboy: meninas que gostam de agir como meninos. 
    Achei que seria pertinente falar sobre este filme porque já que estamos em tempos de "cura gay", nada melhor que uma obra que retrata a realidade de tantas crianças pelo mundo afora. Crianças que não escolhem ser homossexuais, elas apenas são.
    O filme é de uma simplicidade tocante. Laurie é cativante, não existe ainda um conflito com sua sexualidade, entendemos que ela é assim! E que atuação de Zoé Héran! No início ficamos sem saber se era um menino, ou menina, apenas em uma rápida cena durante o banho é que tiramos a dúvida.
    A família é linda, o roteiro é como tem que ser: aborda conflitos de crianças. Uma criança confundida com um garota e que vive um dilema: as férias estão acabando e seu segredo corre risco, ela não quer que ninguém saiba, principalmente Lisa.
    Já vi muitas pessoas dizerem erroneamente em "opção sexual". Acho que esse filme veio para confirmar que se trata de uma condição, não se escolhe ser gay, lésbica, transexual, travesti, etc. Fico realmente pensando na luta dessas pessoas desde crianças já predestinadas a serem excluídas da sociedade, ou viverem de acordo com o "que é certo".
    Sem dúvidas eu recomendaria Tomboy para Marco Feliciano e toda a bancada evangélica fundamentalista e homofóbica. Crianças masculinizadas ou afeminadas não são aberrações e não estão doentes, e se os filmes não servirem para pensar na nossa própria realidade, deleto imediatamente este blog.
    Bem, quero dedicar esta resenha a todos os meus irmãos gays, lésbicas, trans, travestis, etc, pela coragem de se assumirem e por travarem uma luta constante contra o preconceito que infelizmente impera na nossa sociedade.
    Muito amor para vocês!

    Postado por Lidiana em 28/06/2013 em
    fonte: o incrível Cine Toca dos Cinéfilos

    16.3.14

    CINEMA: Filme do Oriente Médio "Pecado da carne"


    Enri é lindo e um bom companheiro. Por que não?


    Filme de 2009, "Pecado da Carne", dirigido por Haim Tabakman.




















    APROVEITE E COMENTE! 









    27.11.13

    documentário de 88 "Hunting Season / Temporada de caça" de Rita Moreira!

    A persiguição aos homossexuais no Brasil nos anos 80 e a burrice disseminada pelos jornais e TV documentada






    24.2.13

    un canto de amor

    ("Un chant d'amour", Jean Genet, 1950)

    10.12.11

    Selvageria, volúpia e desejo



    Selvageria, volú­pia e desejo sem limite é a prin­ci­pal marca da obra prima do dire­tor Rainer Fassbinder


    O que pas­sava na cabeça de Rainer Werner Fassbinder quando fil­mou Querelle, o romance exis­ten­ci­a­lista e expli­ci­ta­mente homo­e­ró­tico de Jean Genet? Provavelmente, um misto incóg­nita de pai­xão e ódio cujo resul­tado artís­tico é ine­gá­vel, prin­ci­pal­mente na foto­gra­fia e nos figu­ri­nos de Bárbara Baum e Egon Strasser que, mais tarde, ser­vi­ram de ins­pi­ra­ção para Gaultier for­ma­tar uma de suas cole­ções mais famo­sas. O filme encarna, a cada cena, um conto de vio­lên­cia, pai­xão e intensa sub­mis­são sexual em cená­rios esti­li­za­dos e pro­po­si­ta­da­mente arti­fi­ci­ais do porto de Brest. Tudo com tor­res em forma de pênis e outros sím­bo­los pra lá de fálicos.


    Lançado em 1982, depois da morte de seu dire­tor, Querelle é um filme deli­ci­o­sa­mente peri­goso. Nele não há pra­zer, mas ape­nas um tipo de deses­pero sufo­cante que faz o espec­ta­dor se asfi­xiar no inte­rior de cená­rios que apri­si­o­nam o olhar e o senso em obses­si­vos tons de ama­relo e laranja que res­sal­tam o calor e o ocaso de uma vida que, se repleta de volú­pia, cami­nha rumo à aci­dez da auto­des­trui­ção. Lá, a razão é feita, exclu­si­va­mente, de sofri­mento. E o pró­prio sado-masoquismo assim deve ser. Sempre repleto de uma beleza arre­ba­ta­dora, mas que é con­tra­di­to­ri­a­mente feia, que beira o des­gosto e é reche­ado de amor.

    O mari­nheiro Querelle é puro desejo de for­ni­ca­ção que se expressa na típica sel­va­ge­ria do sexo masculino.O enredo conta um pequeno tre­cho da vida de um mari­nheiro amo­ral cuja sen­su­a­li­dade é ofe­re­cida para a admi­ra­ção e gozo de todos. Depois de matar o com­pa­nheiro, ele se refu­gia num sór­dido bor­del à beira-mar onde começa por des­co­brir sua homos­se­xu­a­li­dade. Em outro ponto está Franco Nero, o coman­dante que sucumbe à seu charme boê­mio e mas­cu­lino. Noutro está Jeanne Moreau, uma can­tora reco­berta por um gla­mour des­pre­zí­vel, e que tam­bém o deseja. E nessa tor­rente de desejo não há o menor natu­ra­lismo. Toda pala­vra, toda cena, cada gesto é estu­dado, arti­fi­cial, até mesmo a pró­pria abor­da­gem do homo­se­xu­a­li­dade par­tir do texto de Genet. O pró­prio foi um per­so­na­gem e tanto. Delinqüente, ladrão, pre­si­diá­rio, gay, aca­bou sendo res­ga­tado por Sartre e Cocteau, que des­co­bri­ram seu gênio e obri­ga­ram a França con­ser­va­dora a encará-lo, ante­ci­pando pro­cesso seme­lhante ao que ocor­re­ria na Itália com Pier-Paolo Pasolini. Genet não que­ria com­pre­en­são para os homos­se­xu­ais, não que­ria inte­gra­ção social.


    Quem faz Querelle é o ator Brad Davis, que havia feito Expresso da Meia-Noite, de Alan Parker, em 1978 (com roteiro ven­ce­dor do Oscar de Oliver Stone). No Expresso, Davis faz o jovem ame­ri­cano que conhece o inferno numa pri­são na Turquia, para onde é levado, por porte de haxixe. Uma esta­ção no inferno – homos­se­xu­a­lismo, vio­lên­cia, tor­tura. O inferno con­ti­nua em Querelle, mas agora é interno (ape­sar da vio­lên­cia externa). A homo­se­xu­a­li­dade é ampla­mente sel­va­gem, mar­gi­nal. E nessa pers­pec­tiva pode­ría­mos dizer que Querelle é Genet e o pró­prio Fassbinder já que os três trans­gri­dem a si mesmo, são reféns da pró­pria persona.


    Uma das fra­ses, “Todo homem mata aquilo que ama”, pon­tua a sub­ver­são em Querelle. Há um crime, que acaba por envol­ver várias pes­soas, as que desem­bar­cam no porto e as que vivem ali. Quem mor­reu? Quem de fato matou? O que Querelle tem com toda essa his­tó­ria? Fica no ar. Toda a ordem se per­verte de uma forma encan­ta­dora e fica difí­cil obser­var o per­so­na­gem com olhos que não sejam os da von­tade de fodê-lo várias vezes, sem a menor com­pai­xão, em todas as posi­ções possíveis.



    QUERELLE - Rainer Werner FassbinderAlemanha/França, 1982
    Faça download do filme.

      Cinema!  

    28.5.11

    feminismo pornô punk


    O documentàrio Mutantes de Virginie Despentes é, ao mesmo tempo, uma obra de referência, um manifesto, um sintetizador de teses, uma crîtica profunda ao feminismo anti-sexo, um provocante registro do pôs-pornô. Em suma, um trabalho radicalmente inspirador.

    Eis aqui uma interessante apresentaçao do filme: "Nascido nos EUA nos anos 80, o feminismo prô-sexo, contrariamente ao feminismo abolicionista, afirma que a representaçao do corpo e dos prazeres sao domînios que devem ser tomados pelas mulheres e pelas minorias sexuais, que a pornografia nao deve se submeter ao controle do estado patriarcal e demanda a legalizaçao do trabalho sexual. Xs trabalhadorxs sexuais, as atrizes pornôs, xs strip-teasers, as lésbicas começaram a se exprimir e a construir un discurso sobre elas mesmas, produzindo uma nova cultura.



    Constituîdo de uma vintena de entrevistas realizadas nos Estados Unidos, na França e na Espagna, Mutantes dà a palavra às pioneiras, artistas e ativistas, que têm marcado a histôria do movimento prô-sexo e pôs-pornogrâfico, mas também a suas e seus herdeirxs" (Fonte: La Sulfateuse, l. trad.

    Esse filme, como o anterior de Virginie Despentes - "Baise-moi" (Foda-me) - tem levantado uma enorme polêmica na França e em outros paîses. Ver et crever: www.megaupload.com/?d=ALJ4VKUO

    10.5.11

    3° Festival da Diversidade em Animação traz ao país novas produções LGBT no mundo







    fotografia do stop motion australiano Tales From The Powder Room (Contos da Sala de Pó) do diretor/animador/ roteirista Darren Burgess

     O Diversidade em Animação 2011 - 3º Festival Internacional de Animação LGBT traz uma programação inteirinha de animações Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. O festival acontecerá de 06 a 13 de maio de 2011, sempre às 17h30 e 19h no Cine Cultural Justiça Federal (Centro Cultural Justiça Federal) Avenida Rio Branco 241, Centro, Rio de Janeiro. No total foram selecionados 45 Filmes de Animação brasileiros e estrangeiros: 23 animações para Competição de Curtas (1 e 2), 12 episódios de animação para o Especial J.J. Sedelmaier e 10 animações para a Retrospectiva - Premiados e Melhores de 2010.

    Na COMPETIÇÃO DE CURTAS participam 23 animações dividas em dois programas: Competição de Curtas 1 (12 animações - 1 hora de duração) e Competição de Curtas 2 (11 animações - 1 hora de duração). As três melhores animações do festival, eleitas pelo Júri Popular, Júri Técnico e Júri do Festival receberão o Troféu Diversidade em Animação 2011 e serão exibidas no último dia do festival (13/05) no programa especial - PREMIADOS E FINALISTAS DE 2011. A indicação das notas do Júri Popular acontecerá através de cédulas de votação, entregues antes das sessões de cinema, ao público presente no festival. O Júri Técnico é formado por profissionais de cinema de animação e outras áreas relacionadas e o Júri do Festival, pela direção do Diversidade em Animação. Dos 23 filmes que participam da Competição de Curtas, 18 são estréias.

    O ESPECIAL J.J.SEDELMAIER traz 11 episódios dos super-heróis gays Ace e Gary de “Ambiguously Gay Duo” e 1 episódio de “Hete-Roy”, o super-herói cristão fundamentalista. Este programa especial é uma parceria do festival com o estúdio de animação norte-americano J.J. Seldelmaier Studios.

    A RETROSPECTIVA - PREMIADOS E MELHORES DE 2010 reúne 10 animações: as 7 melhores e as 3 premiadas da edição 2010 do festival.

    O ingresso para cada sessão de cinema do festival Diversidade em Animação 2011 custa R$ 6,00 e R$ 3,00, a meia-entrada (antecipados na loja Cox e na hora na Bilheteria do CCJF). O ingresso da sessão do festival dá direito a entrada gratuita na Festa Diversidade em Animação que acontecerá dia 07 de maio, sábado, às 22h na Le Boy by Gilles (Rua Raul Pompéia 102, Posto 6, Copacabana, Rio de Janeiro). Paralelo ao festival haverá outros eventos temáticos com descontos ou entrada gratuita para o público do festival.  O Diversidade em Animação 2011 é uma realização do Centro Cultural Justiça Federal e apoio do Instituto Infnet, Via Áppia e Le Boy by Gilles.


    Além de entreter as pessoas, os filmes de animação também podem educar e mostrar culturas e histórias de diversos países. Eles dizem o que significa ser gay em países ao redor do mundo. O festival Diversidade em Animação fala diretamente com os jovens e adultos, numa linguagem ligada a nossa realidade e na certeza de um dia em que todas as pessoas poderão ser felizes, sem precisar lutar por algo que deveria ser de direito. Direito de poder ser quem é.

    Animação é TUDO!
    Alexander Mello e Leandro Morais
    Direção e Curadoria
    Diversidade em Animação - 3º Festival Internacional de Animação LGBT
    Rio de Janeiro

    sítio do festival

    21.4.11

    Vá e Veja - E. Klimov

    Com uma crueza brutal, "Vá e Veja" é um dos maiores filmes anti-bélicos e pacifistas já realizados na história do Cinema. E. Klimov conseguiu traduzir em imagem o horror indescritível da guerra, como um aviso, para que nunca nos esqueçamos, para que não nos deixemos levar pelos filmes americanos heróicos de bravos soldados. Klimov retrata a guerra como o Inferno, cercado de selvageria, violência e lama. Um atoladouro de lama grossa que sufoca até o pescoço, atordoa os sentidos. Depois de ver esse filme a grande possibilidade é que você repense tudo que pensa sobre a humanidade. Veja e nunca, jamais se esqueça de tudo que você vir ali - embora isso seja quase impossível.






































    6.4.11

    Filme expõe a Gabriela Mistral que o Chile escondeu


    Uma mulher séria e aparentemente casta, preocupada com a educação das crianças, sempre usando roupas escuras e poucos sensuais.
    "A imagem que temos no Chile de Gabriela Mistral [1889-1957] é a de uma estátua, uma mulher sem tonalidades, cinza", diz a diretora María Elena Wood, que exibe hoje no festival É Tudo Verdade "Loucasmulheres".
    Pois a cineasta chilena surpreendeu-se quando encontrou, nos EUA, documentos até então não tornados públicos que revelam um quadro diferente da autora de "Poema do Chile" (1967) e única mulher latino-americana a ganhar um prêmio Nobel de Literatura.

    A documentarista lera nos jornais que o legado de Mistral, guardado por sua companheira Doris Dana, morta em 2006, estava então com a sobrinha desta, aguardando para embarcar para o Chile.
    "Eu precisava chegar a eles antes do governo chileno, senão aquilo iria --como de fato foi-- parar num arquivo e ficar lá abandonado", conta Wood.
    Viajou então aos EUA e encontrou a parente de Dana, Doris Atkinson, que lhe deu acesso aos documentos. São centenas de cartas e cadernos, 35 fitas de áudio e vários filmes em 16 milímetros, que trazem os últimos dez anos de vida da poeta.

    Nesse período, Mistral assumiu, ainda que de forma discreta, a relação homossexual com Dana.
    "Foi por causa do fato de ela ter se tornado lésbica que o Chile preferiu engessar sua memória de outro modo. É um país conservador, só hoje o homossexualismo masculino começa a ser assumido, o feminino, nem pensar."
    Nos registros, Mistral se mostra amorosa com a companheira, ciumenta e sexualmente interessada nela, o que destrói a outra imagem.
    Segundo Wood, os chilenos preferem ver na nova-iorquina Doris Dana, mais de 30 anos mais jovem que a escritora, uma mulher aproveitadora, que a teria seduzido interessada em sua fama.

    Os escritos contam uma história diferente ao revelar Mistral envolvida no jogo de sedução desde o início.
    O relacionamento teria começado em 1948, quando Dana assistiu a uma palestra de Mistral e enviou-lhe uma carta dizendo-se também fã da obra de Thomas Mann.
    Mistral, que recebera o Nobel em 1945, recuperava-se ainda de um duro golpe: o suicídio, no Brasil, de seu sobrinho e filho adotivo, Yin Yin, dois anos antes.
    O rapaz de 18 anos tomou arsênico e morreu nos braços da poeta. Nas caixas achadas agora, há fotos de sua infância e cartas que Mistral escreveu a ele, depois de morto.

    "Mistral nunca se recuperou totalmente e era uma mulher muito sozinha quando encontrou Dana. Viu nela a família que havia perdido."
    As duas viajaram ao México e depois à Europa, até estabelecer-se em Long Island. Há imagens do casal em diferentes países e com amigos.
    Já os filmes mostram parte do dia a dia em Long Island, cenas da infância de Dana e imagens desta no fim da vida, demonstrando sua tentativa --nunca atingida-- de organizar o acervo de Mistral.


    Texto publicado na FSP, por Sylvia Colombo, caderno Ilustrada de 01/05/11

    28.3.11

    festival de cinema gay do rj

    slogan do ano passado

    O Festival de Cinema do Rio 2011 acontece entre os dias 6 e 18 de outubro. Com diversos enfoques, representados pelas mostras, o evento conta com uma programação voltada ao pùblico lgbt.

    Trata-se dos filmes do Mundo Gay, que coloca nas telas anualmente o universo de filmes gay com poucas chances de chegar ao circuito comercial. Em destaque, O fio (Le Fil), de Mehdi Ben Attia, com atuação da musa Claudia Cardinale; Anfetamina (Amphetamine), de Scud, exibido no Festival de Berlim 2010; O amor, e basta (L’Amore e Basta), de Stefano Consiglio; O aniversário de David (Il Compleanno), de Marco Filiberti, com o modelo brasileiro radicado na Itália, Thyago Alves, ambos exibidos no Festival de Veneza 2009.

    A descobrir, ainda, o argentino Plano B (Plan B), de Marco Berger, o documentário Casa de ferreiro, espeto de pau (108 Cuchillo de Palo), de Renate Costa, e o imperdível BearCity, de Douglas Langway.

    23.2.11

     cinema 


    Curta: "Eu Não Quero Voltar Sozinho"



    Curta metragem dirigido pelo brasileiro Daniel Ribeiro, conta a história de três amigos que a partir das situações e convivência irão descobrir melhor seus sentimentos e sexualidade. O filme teve uma repercussão bastante positiva por tratar de questões de diversidade. Esteve em vários festivais e ganhou vários prêmios dentro do Brasil.
    Uma bela e sutil representação de homoafetividade no cinema brasileiro, confiram!

    14.2.11

     cinema 

    O Cinema Anarquista de Shuji Terayama


    Shuji Terayama é responsável por uma das mais seminais escolas de teatro do mundo, a Tenjo Sajiki, onde havia muito experimentalismo e o texto era de um dadaísmo incrível, porém foi no cinema, aliado à estética visual visceral e psicodélica que Terayama uniu o lirismo do Tenjo Sajiki a atuações completamente alucinadas, muitas vezes ao som de clássicos como Tchaikovski, Stravinski e Liszt, com cacofonias ao fundo e anarquia nas imagens, é quase impossível explicar com palavras essa experiência visual.

    Polêmico no Japão e no resto do mundo, Terayama mexeu em feridas pouco discutidas naquela época, fins dos conturbados anos 60 e início dos anos 70, como em seu filme de maior repercussão, o "Imperador Ketchup", onde adultos que tirassem qualquer tipo de liberdade das crianças, como de expressão e sexual eram condenados a castigos e à morte. Parece que estamos assistindo a "Un Chien Andalou" de proporções ainda maiores, como se Buñuel e Lynch tivessem dirigido um filme depois de muitas rodas de drogas alucinógenas.

    Deixo aqui algumas imagens para atiçar àqueles que ficarem curiosos, e digo, se interessaram-se, procurem, pois Shuji Terayama é um cinema diferente de tudo que se produz hoje - e até mesmo naquela época.






















    Oscar 2011 "Minhas Mães e Meu Pai"

    Está concorrendo ao Oscar de melhor filme, e em mais outras três categoria, o filme de temática LGBT "Minhas Mães e Meu Pai" (2010) da diretora Lisa Cholodenko.
    O filme conta a história de um casal de lésbicas, interpretado pelas belíssimas Annette Bening e Julianne Moore, que criaram dois filhos, um garoto e uma garota, concebidos por inseminação artificial, agora na juventude os filhos querem conhecer quem foi o doador do sêmem.
    O filme não é nenhum espetáculo, mas o legal da história é que mostra como uma família com pais homossexuais funciona da mesma forma como qualquer outra família.
    O filme veio para Maringá, mas não ficou por muito tempo em cartaz. De qualquer forma, lasque beijo gay nessa "cidade canção"!

    Assista!


























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    Desde 2008

    plano de fundo: "Emancipação" de Elisa Riemer

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