• "tv":
  • 17.2.14

    O POVO NÃO É BOBO

    Além do cidadão Kane, Patrícia Correta, você e eu.

    QUE FIQUE CLARO! 
     


    Chega de machismo, racismo e homofobia na TV no Brasil 



    LAVAGEM
    Saiba





    5.2.14

    TRANSFOBIA: As Travis devem ser por nós coroadas justamente por (r)existirem bonitas & colocadas!



    Ela disse que não é obrigada a sair com quem ela não quer e o repórter afirma que o caso na delegacia é porque eles (ela e o cara) "tiveram um relacionamento". Devido a acusação dela de forçação de barra por parte do cara, pra se livrar o homem se escora na transfobia e a acusa de roubo. 
    Como faz toda TV no Brasil: distorceu! 


    Agora fica o recado especial pra bicha transfóbica e homofóbica: Perceba,  a travesti deve ser por nós coroada justamente por (r)existir bonita, colocada e não assim como você travada!




    TRANSFOBIA: Erro de concordância, transfobia e homofobia na TV e na polícia


    TRANSFOBIA: Erro de concordância e transfobia na TV e na polícia


    MARINGAY: Transfobia: Diminui, tira sarro e nos assedia com o seu carro





    MARINGAY: Erro de concordância e transfobia na TV e na polícia






    22.11.13

    Sobre a novela e o ódio




    Alguns dias atrás, na novela AMOR à Vida da globo, revelaram o segredo do personagem Felix, assisti ao episódio com o coração disparado. Atiraram um caminhão de pedras no vilão. Tento entender por que na novela não existem pessoas “reais”. Eu sei, é uma ficção. Eu sei também que são muitas as mentiras, sei que a vida real não é como aparece lá, mas o que mais me intriga é que na novela não apareçam (pelo menos não em papel de destaque) pessoas PLURAIS, de sentimentos e condutas contraditórias como todo mundo, só existem pessoas únicas, que são duas: ou deuses ou diabos.
    Felix cometeu um pecado/um crime, e a partir desse momento tornou-se um rato/um monstro. Sua família aterrorizou-se e, logo, tocou o terror. Preciso explicar que não procuro aqui justificar ou minimizar o erro de Felix, e sim por em debate o perigo do dualismo BEM e MAL.
    “BARBÁRIE”. “Tem coisa na vida que não tem volta”. “Estou horrorizada comigo mesma por ter criado você”, mas é o Felix quem está sendo julgado, sozinho. Quão terrível é então a sua mãe se se sente horrorizada consigo mesma, mas quem paga não é ela? Na verdade ela não se sente assim, são palavras de efeito. Assim como Felix se desculpa dizendo que agiu sem pensar, está agindo sem pensar a sua mãe e o resto da sua família. Explodem-se emoções na cena, mas ninguém PENSA, ninguém pensa.
    O vilão, a heroína, e também o (de)coro dos júris, uma tragédia grega diária como entretenimento...
    Percebo que a novela se quer parecer neutra: defende gays e pastores, mas não tem neutralidade ao tratar de comportamentos humanos. O que se deve fazer... O que não se faz... Quais são os pecados prescritos? Felix, infantilizado, denunciou-se vítima, contou das suas dores, dos seus problemas. Eu o vi criminoso, mas vítima também. Ninguém mais viu. NÃO HÁ AMOR que aguente.
    Agora, após a peripécia, o vilão age como um idiota, tão inteligente até então, ele se torna exageradamente estúpido. Não esqueçamos que Felix é um personagem criado por uma pessoa real. Se Felix não dimensiona o que fez, se se comporta como um louco, isso faz parte da criação. Qual a intenção de um autor que cria um personagem insano, mas que é julgado como se tivesse pleno controle de suas faculdades mentais? Seria denunciar a ignorância com a qual lidamos com pessoas psiquicamente doentes? Não acredito. Com quais intenções o autor desenha Felix ora louco, ora vil? Sinto que com a pior das intenções: determinar quem é bom e quem é mal.
    A novela quer nos induzir a odiar alguns e a reverenciar outros. A novela quer nos induzir a odiar. Há muito ÓDIO na novela. Felix odiou sua irmã e cometeu um crime terrível, jogou sua sobrinha recém nascida na caçamba de lixo. Agora todos odeiam Felix, mas não são criminosos. Ódio é permitido e incentivado, e foi isso que disparou meu coração. Podemos odiar criminosos, assim como podíamos odiar negros, assim como pode-se odiar gays, assim como odeia-se marginais.
    A política que permite aos bons odiarem os ruins é a mesma política que matou Sandro do Nascimento, do ônibus 174, na frente e com o apoio de quase todo o país. Os criminosos são dignos do ódio dos justos, para poucos Felix, para muitos Sandros do Brasil.
    A frase mais legal que ouvi em 2013: a novela presta um “desserviço” à sociedade. Desligue o ódio, façamos, vamos amar!







    18.1.12

    Gays: ridicularizar é desumanizar.

    As declarações do ator Marcelo Serrado, que não admite que a filha veja um beijo gay na televisão, mas afirma não ser homofóbico, me fizeram lembrar daquela senhora que, embora prefira que a filha não se case com um negro, insiste que não é racista.
    O personagem que Marcelo interpreta na novela Fina Estampa, o Crô, como vários outros personagens homossexuais que a televisão inventa e veicula, reforça o estereótipo de que ser gay equivale a ser objeto de piadas ou humilhações. É a mesma mentalidade que, durante anos, apresentou a quase totalidade dos negros televisivos como escravos, empregadas domésticas e marginais.
    Os homossexuais estereotipados que a televisão apresenta garantem a audiência, ao satisfazer a curiosidade do público (“como é um gay?”), sem desafiar os padrões moralistas ainda vigentes (“ser gay é ridículo”). É por isso que a maioria dos homossexuais que aparece na televisão é caricata.
    Os gays convencionais, que têm profissões comuns, relações estáveis e são bem-sucedidos na vida são ocultados da visibilidade pública. Para a televisão, eles praticamente não existem.  Sabe por quê? Porque eles desafiam a noção moralista de que ser gay é uma condição humana inferior e condenável.
    Em relação aos negros, a coisa mudou.  Agora, nas novelas, ser negro não representa uma condenação à pobreza ou à marginalidade. A televisão passou a desempenhar papel construtivo na afirmação da igualdade racial e da noção de que a negritude não limita as possibilidades existenciais de ninguém neste mundo. Está na hora de fazer o mesmo com relação aos homossexuais.
    No passado, os negros só comiam na cozinha. Hoje, os homossexuais não podem se beijar.
    É de justiça que isso mude.

    Texto escrito por Alexandre Vidal Porto e publicado em seu blog na Bravo!


    Batman & Robin, foto de Terry Richardson

    14.1.12

    Marcelo Serrado, o equivocado

    Na década de 1920, a cidade de Berlim conheceu um dos períodos mais tolerantes da história em relação à homossexualidade.

    Casais do mesmo sexo eram tratados com respeito, e a cultura homossexual era aceita sem constrangimentos. Essa situação propícia se manteve até a emergência de Adolf Hitler, que mandou dezenas de milhares de homossexuais para campos de extermínio, todos com um triângulo rosa no peito.

    No Brasil, ocorre situação análoga. Lentamente, a conquista pela igualdade de tratamento para os homossexuais avança. Mas a luta é inglória. Quando se pensa que os avanços estão consolidados, surge um Silas Malafaia, umJair Bolsonaro ou um Ives Gandra Martins para lembrar que a questão está longe de ser resolvida.

    O último nessa linhagem de homofóbicos é o ator Marcelo Serrado, que interpreta o personagem homossexual Crô, na novela "Fina Estampa". Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada na edição do último domingo deste jornal ("Arrasa, bii!"), Serrado expôs seu preconceito abertamente ao declarar que não gostaria de que a sua filha de sete anos visse um beijo gay na televisão.

    Em sua conta no Twitter, o ator negou que fosse preconceituoso. Como se não querer que uma criança assista a um beijo gay nada tivesse de discriminatório. Exatamente como a senhora que diz que não é racista, mas que preferiria que a filha não se casasse com um negro.

    A maneira como Serrado educa a sua filha é problema dele. Não se condena o teor de suas declarações preconceituosas, porque a homofobia ainda não é crime no Brasil.

    O condenável em sua atitude é a negação do óbvio. Ele tem o direito de educar a sua filha como quiser, mas não pode enganar a população tentando descaracterizar a natureza do seu preconceito. Ou seja, Serrado é um homofóbico no armário. Precisa sair dele.

    Serrado terá alcançado o auge da sua fama às custas da ridicularização dos homossexuais. Para ele, explorar a homofobia da sociedade brasileira deu certo. Para a Rede Globo, também, porque os índices de audiência da novela são altos. É triste, porém, que uma emissora de televisão preste tal desserviço à consolidação da cidadania.

    A imagem desrespeitosa que a televisão brasileira difunde dos homossexuais pode dar lucro às emissoras e aos atores. No entanto, causa prejuízo ao Brasil como um todo, porque solapa os esforços do governo e da sociedade no combate ao ódio e à intolerância.

    A caricatura homossexual que Aguinaldo Silva compôs e que Marcelo Serrado se presta a interpretar, por exemplo, levará anos para ser desmantelada no imaginário da nação. Produzirá discriminação e gerará violência.

    Em defesa da novela, poder-se-ia falar em liberdade de criação artística. No ataque, porém, é necessário recordar a noção de responsabilidade social, que as redes de televisão têm o dever de preservar.

    Homossexuais caricatos sempre existiram. Não temos de negá-los. Pergunto-me, no entanto, em que novela ou reality show estarão os homossexuais comuns, que têm relações estáveis, acordam cedo para ir trabalhar e levam uma vida convencional. Eles também existem. São muitos. Pagam impostos e exigem respeito.

    Ah, e beijam-se também, Marcelo Serrado, como qualquer ser humano normal. Querer ocultar esse fato de sua filha ou de quem quer que seja constitui homofobia, quer você queira, quer não.




    Texto do Alexandre Vidal Porto publicado na FSP dia 13/01/12
     blablablás 

    9.1.12

    O transex João Nery fala sobre seu livro autobiográfico "Viagem Solitária - Memórias de um transexual 30 anos depois" na tv!














    João W. Nery por ele mesmo


    Depois de 34 anos da cirurgia, me tornei um transhomem feminino, no sentido do que está palavra pode trazer de tudo de sensível e belo da nossa cultura. Mais que um anti-machista, continuo me permitindo o que muitos homens hetero ainda não conseguem.

































    Operei-me em 1977, quando as cirurgias eram proibidas e consideradas “mutilação do humano”. Nem na Justiça poderia entrar porque os próprios juízes desconheciam o que era a “transexualidade”. Com os novos documentos que eu próprio tirei, para poder me articular na sociedade, perdi meu histórico escolar. Deixei de ser psicólogo, professor universitário, mestrando, fechei meu consultório e passei a ser um analfabeto.Teria que fazer supletivo do primeiro grau. Para sobreviver acabei sendo pedreiro, vendedor, massagista de shiatsu, artesão, chofer de taxi, etc e acabei escritor.















    Aos 37 anos me torno pai não biológico da gravidez da minha mulher. Experiência única e que hoje me sinto extremamente gratificado. Tenho um filho de 24 anos que acaba de se formar engenheiro e que optou por ser hetero. Aos 13 anos contei-lhe a minha história e hoje não temos mais segredos. Somos amigos e confidentes.

    Casei 4 vezes em relacionamentos apaixonados e duradouros. Hoje estou a 15 anos com a mesma mulher, numa relação madura e companheira.

    Quando eu nasci em 1950 é que foi criado o termo transexualismo, desconhecido no Brasil. Também não me sentia um homossexual e sabia que não era um caso de intersexo. Vivi por quase 10 anos uma dupla identidade social, Era mulher na família, na faculdade e trabalho e homem com os desconhecidos.

    Hoje, como transexual masculino ou transhomem sou pela DSM  IV (Manual Diagnóstico e Estatístico das Desordens Mentais) um desordenado na minha identidade de gênero. A Medicina me considera um doente mental, cuja cura não está na terapia (já que esta é comprovadamente inoperante para os trans) mas no físico, na cirurgia transgenital. Desconhecem que há trans que não querem se operar ou que se tornaram trans-homo, trans-bi, etc.

















    A França foi o primeiro país a despatologizar o transexualismo, mas ainda não deu respaldo para efetivar que os trans tenham acesso a todos os seus direitos civis, como freqüentar banheiros públicos se só existem os femininos ou masculinos, muitas vezes sem reservados (na Austrália já começaram a experimentar um terceiro tipo). Em que enfermaria seremos socorridos se só há “patinhos” e “comadres”?

    Não terminei as cirurgias de redesignação sexual, como faz a maioria, por serem ainda terem um resultado muito precário. A partir de 1997 tornaram-se legais e gratuitas pelo SUS, mas para F to M (fêmea para macho) são ainda consideradas “experimentais”.

    Hoje aos 61 anos me tornei um cara tranqüilo e aprendi a me bastar com o que tenho. E satisfeito comigo Continuo uma cobaia da ciência, na medida que entro na menopausa aos 27 anos e em vez de estrogênio, tomo testosterona. Nenhum médico pode me afiançar o que acontecerá comigo. Não há ainda tempo hábil para uma avaliação estatística, Só sabem que a testosterona me evita a osteoporose e aumenta meu colesterol e só desconfiam que ela possa ser a responsável pelo reumatismo sistêmico que me toma. Brinco, dizendo que economizei cirurgias para gastá-las agora na velhice. Botei 3 próteses (uma na coluna e duas no quadril, o que me rendeu, 20 dias depois, também um infarto em setembro último).

    Enfrento agora este segundo inimigo, a que todos nós estamos sujeitos: a velhice, que prá mim novamente, torna meu corpo um obstáculo em vez de um instrumento do desejo, mas com o consolo que ainda estou vivo.

    Resolvi escrever então um livro autobiográfico - “Viagem Solitária”, Ed. Leya,  não só para descurtinar o que é o desencontro da identidade sexual com a anatonia corporal, como para desmistificar alguns valores que a nossa cultura coloca como categóricos, quase “naturais”. E para ter crédito, resolvi sair do “armário”. 

    Mostrar a cara na mídia


    Não tenho mais dúvidas de que ser “homem” não é ter um pênis ou mais que isso, não é ter uma configuração masculina, o mesmo valendo para a “mulher”. Sexo e gênero são coisas bem distintas, quase mesmo “imaginários” sociais.

    Minha luta hoje é contra o heterocentrismo, esse binarismo onde só existe homem e mulher. Muitos ainda não querem ver a multiplicidade de corpos, de transidentidades sexuais, quase infinitas, que existem. Seríamos os “queer”,os “híbridos”, os trangêneros, que transcedem os valores e esquemas padronizados dentro de rótulos hoje aceitos. E por sermos múltiplos, enriquecemos e ameaçamos às sociedades patriarcais, pautadas nos  cisgêneros (do latim cis = do mesmo lado) aqueles cujaidentidade de gênero está em consonância com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer, os ditos normais - os heterossexuais.

    A luta tem que continuar e avançamos lentamente, mas ainda falta muito para conserguirmos pelo menos a  aprovação do PLS 612/11, que está em tramitação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que altera o Código Civil e modifica interpretações que impedem a transformação da união estável em casamento. 


    29.10.11

    Paulo Gustavo estréia programa semanal no Multishow

      TV 

















    É preciso estar praticamente ligado na rede elétrica para acompanhar o ritmo de Paulo Gustavo. Em apenas 18 dias, ele e sua equipe conseguiram deixar prontos os 13 episódios de “220 volts”, série protagonizada pelo humorista que o Multishow estreou no dia 25 de outubro, às 22h30m. Para dar conta do grande volume de cenas em um curto espaço de tempo, as gravações duravam cerca de 12 horas diariamente. Mas o cansaço de todos era driblado pelo clima agradável no set, que assim permaneceu até o último dia de gravação, acompanhado pela Revista da TV. Em grande parte, o bem-estar nos bastidores se deu graças ao próprio Paulo Gustavo, que fala pelos cotovelos e não perde nem uma piadinha.



























    - Valeu, vou agora ali pegar umas “mulezinha” – despede-se ele, ao fim da entrevista, já entrando no clima do Playboy, personagem que interpretaria na sequência seguinte.

    Famoso nos palcos com os espetáculos “Hiperativo” e “Minha mãe é uma peça”, o ator estreia como protagonista na TV, embora não seja um estranho na tela: fez diversas participações, mas ficou conhecido do grande público ao interpretar Renée, o hilário cabelereiro na série “Divã”, na Globo (mesmo papel que já interpretara no filme homônimo). Agora, Paulo leva elementos de suas peças para a série, num roteiro que divide com Felipe Braz, seu parceiro de longa data nos textos.

    - O “220 volts” nasceu da peça “Hiperativo”. A ideia é fazer tudo que eu faço no palco virar dramaturgia, misturando o stand-up com esquetes. Terei alguns papéis fixos, como a dona Hermínia, de “Minha mãe é uma peça”, a Senhora dos Absurdos, que eu faço na internet, o Guto e o Sem Noção, além de outros que vão surgir ao longo dos episódios como o Playboy – explica o ator, que na trama conta com a atriz Flávia Reis para interpretar a personagem Rita.


























    Com temas variados que vão de fama a saúde, passando por viagens e esportes, a série conta também com uma diversidade de locações. Além de academias e bares, até a casa onde Paulo vivia em Itaipu, em Niterói, serviu de cenário para a moradia de dona Hermínia e para o quarto do Sem Noção.

    No primeiro episódio, o ator fala sobre seus medos: avião, espíritos e doença. Além das sequências de stand-up gravadas num teatro e dos esquetes, ele ainda passou por uma maratona de entrevistas com as pessoas nas ruas do Rio de Janeiro. Paulo bateu perna no Centro, em Ipanema e na Lagoa para recolher a opinião do público sobre cada tema desenvolvido na atração. E, ao fim de cada capítulo, o bate-papo com os pedestres será mostrado no ar.

    Mas o jeito espontâneo do humorista, ao mesmo tempo em que é o grande trunfo e diferencial do programa, transforma-se na maior dificuldade enfrentada pelo diretor André Pellenz. Ele conta que trazer o clima da peça de teatro para um veículo tão diferente como a TV lhe exigiu bastante:

    - Discutimos muito o tom da série. Nossa preocupação era que ficasse over. O “220 volts” trabalha com muitas linguagens diferentes. É dramaturgia, stand-up, povo falando… É enlouquecedor para o diretor. Minha função era exatamente organizar as ideias sem podar os artistas. Paulo e Felipe são muito dinâmicos, têm uma cabeça criativa. Tinha que dar uma linguagem de TV sem tentar enquadrá-los num modelo careta.

    Para fazer a empreitada dar certo, André diz que buscou referências em outros programas que utilizassem essa mistura de formatos e tivessem um tipo de comédia similar à exercitada por Paulo. O diretor cita, por exemplo, “The Ben Stiller show”, a atração de humor um tanto obscura apresentada no início dos anos 90 pelo hoje famoso astro de Hollywood, e o grupo inglês Monty Python, “inspiração para todos os diretores de comédia”.

    O trabalho, de fato, não é dos mais fáceis. Paulo não para de ter ideias durante o processo. Uma das sequências realizadas no último dia de gravação nem estava no roteiro do diretor.

    - Tá vendo? Essa, por exemplo, é nova, foi criada há poucos dias. Mas é muito boa – elogia Pellenz, pouco antes de começar a rodar a cena na qual o protagonista interpreta um garçom que se mete na conversa de um casal num bar.

    O personagem, aliás, é ligeiramente parecido com o seu intérprete. Ele mesmo diz que vive dando pitacos em qualquer coisa que envolva seus trabalhos e adora estar a par de absolutamente tudo o que acontece.

    - Eu me meto mesmo. Faltou dinheiro, quero abrir a carteira. Quando viajo, fico ligando para as bilheterias para saber se o teatro lotou e como está a venda de ingressos – explica.

    Em outra cena, o ator leva um copo d’água na cara ao viver Playboy, o rapaz fortão que azucrina a vida de mocinhas incautas na boate. Uma segunda camisa igual à usada por ele fica a postos, para o caso de ser necessário repetir o “banho”. Grande parte da sequência é completamente improvisada por Paulo, que arranca risadas de todos os presentes no set. Apesar de um pequeno problema – a máquina de fumaça solicitada pelo diretor estava quebrada -, todos gostam do resultado.

    Já passam das 20h30m e a equipe, trabalhando desde cedo, dá sinais de cansaço. Mas o ator nem parece ter passado o dia trabalhando. No intervalo, continua com suas histórias, faz piada e, depois de uma delas envolvendo a cantora Amy Winehouse, emenda logo: “Ih, gente, vou parar com esse assunto, tenho medo de espírito”.


    Fonte: O globo

    Primeiro Adnet Ao Vivo foi com el cartunista, crossdresser e mara Laerte!

    10.8.11

    Que morram as bichas!


    Que morram as bichas de “Insensato Coração” como as sapas de “Torre de Babel” para alegrar os reaças. Uma das milhares de hipóteses para o fim do casal gay da novela, a morte deles seria bem menos séria do que a das meninas porque a atual novela de Gilberto Braga já cumpriu, de longe, o papel social em favor dos LGBT. Acho difícil Gilberto Braga e Ricardo Linhares matarem os dois no fim da trama, mas caso isso ocorra a gente pode continuar comemorando.

    Porque eu acho que a gente tem é que olhar para os outros nove meses de novela para perceber que nunca na história desse País uma novela foi tão eficaz e relevante no que diz respeito à visibilidade da diversidade sexual. Fanático por novelas que sou, sei muito bem que em nenhuma outra, mesmo na fervidésima “Ti Ti Ti”, o personagem homossexual foi tão dignamente colocado.

    A diferença mais marcante de “Insensato” para as outras novelas, na minha opinião, não foi mostrar uma Parada Gay, um casal normal e bonitinho ou um quiosque do arco-íris. O ganho que mostra o respeito que a novela tem por seus personagens gays vem no deslocamento do discurso de defesa dos LGBT para personagens considerados idôneos pelo público.

    Se formos prestar atenção, Bete Mendes (Zuleica), Rosi Campos (Haydê) e Louise Cardoso (Sueli) foram as mais responsáveis por incutir respeito à diversidade sexual na cabeça do telespectador (que eu não concordo ser uma massa amorfa ou vítima da agulha hipodérmica). Foi esse trio que propagou a ideia de normalidade do homossexual, a noção de que a gente não quer ser tratado de forma especial, quer ser tratado como qualquer outra pessoa (o que significa que o mau humor da caixa do supermercado, por exemplo, nem sempre é homofobia, ok?).

    O Roni de Leonardo Miggiorin estava ocupado demais com a badalação e fervo da vida social carioca para levantar alguma bandeira. Eduardo nem sabia que era gay, quiçá pelo que deveria lutar. E Hugo sendo um jovem professor de Direito não poderia agir diferente porque pareceria contraditório, e Gilberto e Ricardo não subestimam a inteligência de seu público.

    A mensagem de respeito e necessidade de reconhecimento de direitos veio por um canal diferente e mais eficaz porque equipara o remetente da mensagem a quem precisa ouvi-la. As bichas não precisam saber de mais nada disso, estão carecas de saber já. Quem precisava ouvir umas verdades sobre os gays eram aquelas tiazinhas de meia-idade que têm o amor de mãe para amenizar suas opiniões, mas ainda sofrem a influência de um machismo do qual elas mesmas são vítimas.

    Então ao colocar uma faxineira super honesta como Haydê defendendo o direito gay, Gilberto e Ricardo conferem uma grande confiabilidade, idoneidade e autoridade ao discurso. Para as milhares de mulheres simples e batalhadoras que se reconhecem na personagem de Rosi Campos é importante ouvir isso da boca dela. Ouvir, por exemplo, ela dizendo sobre adoção por gays que seus filhos, Natalie e Douglas, foram criados com pai e mãe e “deram no que deram”.

    Entra ainda Bete Mendes e seu personagem de avó com a moral acima de qualquer suspeita fazendo força para não discriminar o que não conhece, e se dando chance de descobrir o desconhecido, o que é mais importante. Vejo nela um pouco de cada mãe da geração que hoje tem entre 50 e 60 anos (como a minha) e não consegue entender a homossexualidade por completo, mas se esforça para isso, sabe da importância que isso tem no mundo atual.

    Foram as “senhoras de respeito” da novela (e elas não são as da Liga da Família Carioca) que carregaram o discurso mais eficaz contra a intolerância. Sueli todos os dias defendia alguém, articulava um pensamento positivo e produtivo e tocou inclusive na letra mais delicada da nossa sigla, o T, ao reconhecer a força das travestis para sobreviver no mundo cão das calçadas.

    Não teve beijo às claras e um gay morreu brutalmente assassinado. São sim dois pontos que a gente considera negativos, com certeza, mas são praticamente únicos. Teve corte de cenas por parte da Globo, sim, mas as cenas cotidianas gays, em momento algum a proveitosa reunião do trio de senhoras foi editada, diminuída.

    Estou torcendo para que as bichas não morram mais na novela, que fiquem felizes para sempre. Mas se morrerem vão poder ir com a alma mais leve por terem feito parte do momento de maior visibilidade gay nas telenovelas brasileiras. Nenhum beijo paga a “heterossexualização” do nosso discurso, essa “compra da briga” por parte de gente “respeitável” aos olhos do grande público. F%$#@-se o beijo, quero respeito. 

    Escrito por Hélio Filho no Mix Brasil

    19.2.11

     tevê 

    ­

    Participação Popular debate as cirurgias de mudança de sexo

    Muitas pessoas sofrem com a sensação constrangedora de estar no corpo de outra pessoa – mais precisamente, de outro sexo. E fazem de tudo para se transformarem por fora naquilo que sentem que são por dentro. O problema é tão sério que as cirurgias de mudança de sexo são cobertas pela saúde pública, e diversas dessas operações já foram realizadas pelo SUS.
    O Participação Popular conversa sobre isso com o Deputado Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro; Jennifer Castro Naiva, cabeleireira que fez a cirurgia; e Tatiana Lionço, psicóloga que acompanha as pessoas interessadas no procedimento.

    Programa Patiticipação Popular, quinta-feira (24/02) às 21:30 na Tv Câmara

    4.2.11

     visibilidade  

    Entrevista com a TOP Lea T na GNT

    20.1.11

     tevê 

    Chamada veiculada durante a programação! Valheu MTV Brasil!

    8.6.10

    A tevê heterenormativista

    O selo Edições GLS está lançando o livro "A TV no armário - A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros" (134 p., R$ 31,90), escrito pelo jornalista Irineu Ramos, membro do Centro de Estudos e Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (CEPCoS), organização não governamental ligada às questões de gênero e sexo.

    Desde 2003, Ramos vem se especializando na análise sobre mídia, gênero e sexualidade. O interesse pelo assunto surgiu ainda quando o jornalista era estudante de mestrado - sua dissertação focou na cobertura pela imprensa da 11ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 2007.

    Em seu livro de estreia, o jornalista mergulha na programação das emissoras para mostrar que a TV e os jornais ainda se equivocam na abordagem da diversidade sexual. Ramos faz também um breve histórico do movimento homossexual no mundo, além de examinar a representação dos gays nos programas humorísticos brasileiros.

    + / fuente

    Assista!


























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    Desde 2008

    plano de fundo: "Emancipação" de Elisa Riemer

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