• "UEM":
  • 12.9.13

    CARTA ABERTA À POPULAÇÃO (Protocolo 10279/13-PRO)

    A PRIMEIRA DO PARANÁ SEM AUTONOMIA E SEM PROJETO POLÍTICO-ADMINISTRATIVO PARA UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA!

    Na noite do dia 05 de setembro de 2013, quinta-feira, por volta das 23h, um grupo de aproximadamente 25 alunos de diversos cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estava reunido pacificamente no Centro Acadêmico Florestan Fernandes, para discutir acerca de impasses criados em relação às políticas culturais e de segurança na Universidade.
    Nesse momento, os estudantes perceberam nos arredores uma concentração incomum de vigilantes patrimoniais da instituição. Intimidados e constrangidos, os estudantes, por medida de segurança - levando em conta os recentes casos de truculência por parte de vários vigilantes -, decidiram se deslocar até as imediações do Bloco 6, sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), e lá continuar a reunião e discussão sobre os aspectos políticos inerentes à universidade. Meia hora depois, aproximadamente às 23h30, os vigilantes, apoiados pela presença do diretor da Diretoria de Serviços e Manutenção (DSM) e o chefe da Vigilância, abordaram os alunos de forma intimidadora e exigiram a retirada dos mesmos, alegando existir uma decisão da administração central da Universidade que não permite a circulação de estudantes ou de qualquer pessoa no campus universitário após as 23h30. No momento, estavam presentes dois estudantes do curso de Direito que questionaram em qual regimento e/ou regulamento da Universidade consta tal determinação. A única resposta foi a intimidação verbal.


    Sem resposta a esta e outras perguntas feitas pelos estudantes, o grupo de vigilantes — cerca de 30 (trinta) supostos servidores — se afastou por poucos momentos, para, em seguida, retornar encurralando os jovens e os constrangendo ainda mais, até chegar ao extremo de alguns agirem de forma desmedida, agressiva e brutal, com pontapés, socos, empurrões e ameaças, em um covarde ato de violência claramente premeditada. Um completo e inconsequente abuso de autoridade.
    Resultados dessa truculência: 03 (três) estudantes foram violentamente agredidos. Um deles teve seu nariz quebrado e outras lesões por ter sido empurrado contra a grade e espancado por pelo menos três vigilantes. Outra estudante tentou socorrê-lo para evitar maiores danos físicos e foi agredida covardemente pelos vigilantes; e ainda, outra estudante, já fora do campus e em busca de socorro, foi atingida por uma pedra lançada de dentro da Universidade pelos vigilantes agressores, resultando em fratura no crânio e oito pontos na testa. Vale ressaltar que muitos outros estudantes, indefesos, foram agredidos e sofreram algum tipo de lesão - física, moral, intelectual, emocional. Enfim, lesão a sua dignidade enquanto ser humano.

    Já era madrugada quando os pais de um dos estudantes chegaram revoltados ao Hospital Universitário (HU), para acompanhar o estado de saúde do seu filho e das outras vítimas. Após ver o filho com o rosto e o corpo lesionado, a mãe expressou sua indignação com choro, dizendo que seu filho é defensor de justiça e não gosta de coisa errada, e que esperava que a UEM, como Universidade, garantisse segurança e proteção ao seu filho. Vê-lo com o nariz quebrado pelos vigilantes da própria Universidade era a última coisa que esperava.

    Como se não bastasse tamanha barbaridade numa Instituição Pública de Ensino Superior — dita a “melhor do Paraná” —, vários estudantes, que são militantes políticos em defesa da autonomia e da dignidade da comunidade universitária, foram ameaçados de morte e continuam sendo perseguidos por esses vigilantes, que, contraditoriamente, também fazem parte desta mesma comunidade.

    Os fatos narrados, ou seja, a agressão, a violência e a ameaça de morte - injustificáveis e desumanos - contra dezenas de estudantes, estão registrados na 9ª Subdivisão Policial de Maringá/PR, por meio dos Boletins de Ocorrência (BO) sob os números 2013/863124 e 2013/862886.
    A nota oficial divulgada na imprensa pela Reitoria da Universidade sobre o incidente, afirmando que “os servidores da UEM conversaram pacificamente com os estudantes” e que “segundo informações internas, em nenhum momento a vigilância cometeu excessos”, é de extrema má-fé, de omissão e conivência, para dizer o mínimo.

    Por isso, perguntamo-nos: quem, e por qual instrumento jurídico, autorizou tamanha violência praticada desnecessariamente pelos próprios vigilantes dentro do campus de uma Universidade Pública? Qual a responsabilidade política e administrativa, talvez até criminal, da Reitoria em relação aos fatos desleais ocorridos recentemente no campus? Quem determinou a proibição da circulação de membros da comunidade universitária e externa dentro do campus após as 23h30? Qual a razão de supostos vigilantes estarem sem uniforme e sem identificação em horário de expediente? Por que a equipe de vigilância patrimonial desviou a sua função de vigiar e zelar pelo patrimônio da Universidade, que se baseia em todo o corpo humano que a compõe e lhe dá vida orgânica, e perseguir estudantes que estavam legitimamente fazendo uso do espaço público e do direito de reunião para discussões políticas? Isto, então, significa a instalação de um estado de sítio, com características fascistas, dentro do campus universitário? Será que existe um grupo político reacionário que usa os braços de vigilantes truculentos sem controle dos seus instintos mais baixos e animalescos? Se sim, com qual objetivo? Certamente para coibir qualquer ato ou ação política que coloque em risco a “ordem e controle” do sistema que beneficia um grupo específico e corporativista da UEM.
    Para além do direito de ir e vir, o direito de reunião e associação livre é constitucional. A UEM, portanto, ao instalar equivocada e arbitrariamente um “toque de recolhimento”, está adotando uma postura pior do que da direita conservadora e reacionária pertencente à classe dominante deste país. Mas por quê?

    O fato é que temos, há muito tempo, na UEM, um modelo de política administrativa pautado na incompetência, no obscurantismo e nos “vícios” do clientelismo. E é exatamente este tipo que gerou e continua gerando esse e tantos outros casos de confusão e contradição, chegando, hoje, ao ápice de uma concreta crise política e administrativa.
    Podemos refletir que este e outros casos semelhantes, que historicamente ocorrem na UEM, revelam a ausência de um Projeto de Universidade Pública em que o ensino-pesquisa-extensão, enquanto processo de formação humana, seja realmente o foco. Ao invés disso, temos um plano de manutenção do poder baseado na política neoliberal que atende aos interesses de apenas um determinado grupo, que desconhece e/ou ignora a essência e função social de um ambiente universitário. No caso dos estudantes, especificamente, pela ausência do direito ao campus, de uma política cultural, de assistência, permanência e acessibilidade à Universidade, cria-se uma lógica irracional de criminalização de todo e qualquer tipo de manifestação política-artística-didática-cultural realizada por estudantes e outros membros da comunidade universitária. Não é, pois, reprimindo-os que encontraremos uma saída inteligente, mas abrindo uma discussão ampla e responsável com toda a comunidade sobre o rumo que a UEM deve tomar, sem repressão, sem autoritarismo e sem violência – tanto física e moral quanto política.

    Em aspectos gerais, sabemos que atualmente no Brasil existe um processo de militarização para reforçar e exigir a “ordem” no país, no sentido de proteger ainda mais o conservadorismo por meio das forças e ações retrógradas do Estado. Também sabemos que 44% de todo o orçamento da União é usado para pagar e beneficiar banqueiros nacionais e internacionais, enquanto o mínimo é aplicado em educação, transporte e saúde. Esses e outros elementos, em parte, nos ajudam a entender as constantes pressões políticas que a UEM — e outras instituições do ensino público — recebe dos governos municipal, estadual e federal, deixando-a mais vulnerável às extremas precarizações, como as relatadas acima.


    Diante dos trágicos e injustificáveis fatos de repressão e violência, da política obscurantista adotada pela administração da Universidade e do amplo contexto neoliberal que se utiliza de meios irracionais e fascistas para sua manutenção, EXIGIMOS:

    1. Imediato afastamento dos vigilantes agressores, assim como daquele(s) que autorizou(aram) e coordenou(aram) tal ato brutal de violência, para que a integridade dos estudantes e de toda a comunidade universitária seja mantida e preservada. E, consequentemente, a exoneração destes por meio de sindicância e/ou processo administrativo;

    2. Total, irrestrito, gratuito e digno suporte médico e psicológico a todas as vítimas até a sua completa recuperação, bem como o ressarcimento financeiro pelos custos que estas já tiveram e ainda terão com remédios e outras necessidades;


    3. Imediata retratação pública por parte da administração da Universidade, como respeito às vitimas e à comunidade universitária;


    4. Imediata liberação e publicação da lista completa dos servidores da vigilância que estavam trabalhando no período noturno do dia 05/09/2013 e madrugada do dia 06/09/2013;


    5. Imediata discussão e instalação, a partir de uma comissão formada por sorteio, de um regimento/estatuto que condene concretamente atos de agressão, opressão, repressão e violência praticados no campus da UEM (sede e extensão);


    6. Imediata convocação de uma Assembleia Universitária, com foco nos aspectos de autonomia e democratização da Universidade.

    ABAIXO A IRRACIONALIDADE E REPRESSÃO! Lutamos por um Autêntico Projeto de Universidade Pública, que valorize o ser humano enquanto essência do processo de transformação social, e que tenha vistas ao ensino autônomo e responsável nos âmbitos político, cultural, de acessibilidade, permanência, pesquisa e extensão.

    Cordialmente,

    DCE – Diretório Central dos Estudantes - UEM.
    SESDUEM – Sindicato dos Docentes da UEM.
    MEK – Movimento em defesa da Educação para Além do Capital.

    27.8.11

    REITORIA DA UEM OCUPADA


      Maringay  
    Enquanto nos imaginam como macacos que estão aqui quebrando o patrimônio público, não percebem que estamos aqui justamente porque nós nos importamos com ele. Em tempos de ataque aos estudantes, de uma política governamental de precarização do ensino e iniciativas privatistas, não podemos nos calar. Foram cortados 38% da verba das Universidades Estaduais, mais 15% de cada secretaria de Estado, incluindo a responsável pelo ensino superior. Todos sofremos com esses ataques, seja com salas de aulas e laboratórios sucateados, falta de professores, as filas do RU, a falta de RU e o abandono dos campi regionais.

    As políticas de Assistência Estudantil não são tratadas com seriedade, temos as bolsas-trabalho, que tampam o buraco da falta de servidores. Essas bolsas devem ser revertidas para ensino, pesquisa e extensão.
    Diante desse corte de verba, a reitoria, que poderia cortar regalias, se vale de uma política compensatória que tenta rebentar a corda do nosso lado: cortando bolsas e sobrecarregando servidores e professores, deixando de lado toda a comunidade acadêmica e negando as nossas reivindicações. 

    Por isso se faz legítima e necessária a ocupação, para o atendimento de nossas reivindicações, em defesa da educação. O secretário Flávio Arns apenas recebeu nossa carta, não a respondeu. Ele fez a proposta de negociar apenas mediante desocupação, o que não nos surpreende. A ocupação só está acontecendo porque já tentamos negociar muitas vezes e fomos continuamente ignorados. Assim, permaneceremos na reitoria até que haja a negociação.

    Que venham para a reitoria professores, funcionários, estudantes e todos aqueles que se importam com  a UEM e com o ensino público. Estamos buscando a articulação com outras Universidades que, assim como nós, estão manifestando seu repúdio às políticas do governo para a educação.

    A HORA É AGORA
    VENHA PARA A REITORIA!!!


    Observação: outra coisa absolutamente sem fundamento é pensarem que estar na ocupação = não estudar. Os que pensam assim nunca saberão como faz bem sair um pouco da vida do "cada-qual-querendo-ser-melhor" para viver um pouco em prol de um projeto comum, recuperar um tiquinho a visão de conjunto e sentir que a história pode ser produto da nossa atividade. Eles não saberão nunca o que está sendo a experiência fantástica desta construção conjunta e espontânea da organização do movimento, nem o sentimento forte de solidariedade que nela se respira. Nunca verão, por exemplo, como duzentas pessoas alvoroçadas calam-se em dois segundos para escutar o outro, não verão como é ver de repente se esfumaçarem as pequenas vaidades nas quais nos aprisionamos no cotidiano, que ficam tão pequenas dentro de um movimento social. Nunca saberão como é se realizar na realização do todo.

    29.4.11

    Homofobia será debatida na Universidade Estadual de Maringay

      Maringay  

    Homofobia no Contexto Educativo: discussões e possibilidades será o tema da mesa-redonda neste sábado, dia 30, a partir das 8 horas, no Teatro Marista. A atividade faz parte do II Simpósio Internacional de Educação Sexual – gênero, direitos e diversidade sexual: trajetórias escolares, promovido pelo Departamento de Teoria e Prática de Educação (DTP) e Núcleo de Estudos e Pesquisa em Diversidade Sexual (Nudisex) da Universidade Estadual de Maringá.
    Carmen Spirito Alcaide: Sexualidade e ArteDurante a solenidade de abertura na noite de quinta-feira, a coordenadora do evento, Eliane Maio, informou que o seminário registrou 867 inscritos de várias partes do Brasil, assim como palestrantes brasileiros e uma espanhola. Comentou que a grande procura pelo evento ocorre porque a abordagem dos temas é quase inexistente na escola. A chefe do DTP, Silvia Moraes, declarou que as manifestações sexuais são temáticas pouco abordadas e importante objeto de investigação para compreender a complexidade que envolve o trabalho educativo. Disse ainda que o simpósio fortalece as ações do Nudisex e projeta a UEM nacional e internacionalmente. Valéria Domingos Cavalcanti, diretora de Pesquisa da UEM, representando o reitor Júlio Santiago Prates Filho, destacou que, embora seja da área da Matemática, vê que existe uma articulação entre a Matemática e a sexualidade em nossas vidas. A palestra de abertura foi proferida pela professora Carmen Spirito Alcaide, da Universidade Alcalá de Henares, de Guadalajara, Espanha. Explorou o tema Sexualidade e Arte.
    Durante o Simpósio, estão sendo debatidos temas como Sexualidade e Violência de Gênero, Sexualidade e Deficiência e Gênero e Sexualidade. O evento termina no sábado, com apresentação de pôsteres e mostra de filmes, programados para começar às 14 horas. Outras informações pelo fone (44) 3011-5104 ou site www.sies.uem.br.

    fuente

    19.8.10

    Evento enfoca a heteronormatividade

    O evento de extensão Heteronormatividade e Políticas da Sexualidade: identidades, hierarquias, disputas e direitos em construção será realizado neste mês na UEM. O tema será abordado por Rogério Diniz Junqueira (Inep) no dia 27, das 16 às 20 horas, e no dia 28, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas, no anfiteatro do bloco I-12. A promoção é do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Diversidade Sexual, do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Teoria e Prática da Educação. Os interessados devem se inscrever até o dia 26 pelo site www.dtp.uem.br/evento_elianemaio.htm e entregar a ficha de inscrição e comprovante de pagamento na secretaria do DTP, bloco I-12, sala 8. A taxa é de R$ 20 para acadêmico e R$ 25 para os demais. Outras informações pelo fone 3011-4887.

    por Renan de Oliveira na AMLGBT


    Assista!


























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