• "bixa homofóbica":
  • 12.7.09

    homofóbicas

    "Muitos homossexuais não vivenciam sua homossexualidade, mesmo que clandestinamente, com medo da punição social. Previne-se dos estímulos aversivos que são gerados pela punição à homossexualidade contra-agredindo os homossexuais. Esta contra-agressão é um comportamento de esquiva da sua própria homossexualidade. Estes são os homossexuais latentes. Rigidamente, a maioria, reprime sua homossexualidade ao extremo. Ligam-se a uma organização política, grupos reacionários ou religiosos que perseguem os homossexuais.

    Para este fenômeno, nós psicólogos analistas do comportamento, usamos o termo fazer uma reação, que é quando uma pessoa se empenha num comportamento que é incompatível com o comportamento que tem conseqüências tanto reforçadoras (sinto vontade de fazer sexo gay) como aversivas (caso faça sexo gay poderei ser descoberto e punido).

    O exemplo a seguir ilustra bem este conceito: um alto comandante do exército do Rio de Janeiro era conhecido no quartel pela feroz perseguição aos homossexuais: declarações homofóbicas; piadas de mau gosto; isolamento dos possíveis gays, dentre outros. Até que um dia, uma conhecida revista brasileira publica que este militar foi surpreendido pela polícia fazendo sexo com um rapaz dentro do seu carro numa rua deserta do subúrbio do Rio de Janeiro. Foi um estrondoso escândalo de caserna. Outro exemplo recente é a do pastor evangélico americano Ted Haggard, conhecido pela sua cruzada contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele foi acusado de fazer sexo com um michê.

    Fazer uma reação pode ser interpretado, também, como um comportamento que remove estímulos que tornam o comportamento punível provável (não farei sexo gay para não ser descoberto e punido). O comportamento de fazer uma reação funciona como autocontrole. Ao fazer uma reação a pessoa controla a tendência de praticar o sexo homossexual, fazendo campanhas públicas contra os homossexuais. Agindo assim, é pouco provável que pratique o sexo gay e se sua campanha homofóbica ganha destaque e aprovação (é reforçada pela comunidade e mídia) a vontade de praticar o sexo gay será enfraquecida, mas não eliminada"

    Trecho do texto - retirado do blog chazinho GLS - 'Gay homofóbico - Preconceito em dobro' escrito pelo psicólogo e terapeuta sexual João Pedrosa.



    Assista!


























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